quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Quase nada

Papel e caneta na mão, agora é hora de brincar com o branco do papel e jogar palavras escolhidas ao acaso, palavras que não devem ser lembradas, que não devem ser ditas ou lidas, palavras ocas e sem sentido que me fazem próximo e distante de ti, palavras que só constatam a minha incompetência, minha quase inocência, minha quase malícia, quase nada, aliás.

Palavras somente, palavras que mentem falando a verdade, o que seriam as meias verdades? Meias mentiras ou meias realidades? Um meio termo entre isso tudo?

Venho viajando de dimensão em dimensão, fracassando ao acertar, e acertando por fracassar. Saltando de prédio em prédio, nadando no vento e correndo sob a água, mentindo um pouco, mentindo quase nada.

Lendo com os olhos fechados, não palavras, mas pensamentos, não o dos outros, os meus, que também não são muitos, mas estão longe de ser quase nada. Não que essa leitura seja fácil, ler os outros é muito mais divertido, é muito mais fácil.

Olhar nos olhos alheios e descobrir-se um investigador nato, com conselhos na ponta da língua e lágrimas escondidas por trás dos olhos. Conselhos pra todos e pra si quase nada, não que o quase nada seja ruim, não estou reclamando, apenas constatando.

Quem sou eu além do quase louco que detesta ser normal? Quem sou eu além do mero escritor, que escreve muito mal? Quem sou eu? Quem és tu?

Bem, eu sou o cara estranho que grita em voz baixa, quase sussurrando, que chora sorrindo, e que sorri chorando, eu sou o cara esquisito que prefere escrever com um rosto em mente, de que falar com um rosto na frente, e que mesmo que tenha acabado de fazer uma rima, odeia isso, odeia tudo, odeia QUASE NADA.

Eu sou o cara que não tinha intenção alguma de escrever isso, mas o fez, o motivo não sei, acho que já passei da fase do quase louco, e já estou na fase da loucura quase normal, “de poeta e louco todo mundo tem um pouco”, disseram-me isso uma vez, na verdade, disseram-me isso muitas vezes. Acho que esse seria o momento certo de gritar: “- O poeta está vivo, embora esteja louco”. Ou seria o contrário? “- O louco está vivo, embora seja poeta”.

Bem, já sou louco, agora tenho de me tornar poeta, um poeta-louco ou um louco que faz poesia, se bem que os melhores poetas beiram a loucura, como disse um poeta-escritor uma vez “Descobri meu equilíbrio cortejando a insanidade ♪”. Ainda não cortejei a insanidade, ainda. Se bem que não quero o equilíbrio, viver em uma balança inconstante é bem melhor do que um equilíbrio monótono, o medo de cair e a vontade de levantar é bem mais interessante.

De inicio queria fazer um texto parecido com os outros, na verdade acho que textos melancólicos são o meu forte, então, pra tentar fazer desse texto um dos melhores, agora entra em cena o Wan melancólico e me despeço de vocês, quem antes falava era o Wan louco, se bem, que cada parte de mim beira a loucura.

Sem querer fugir do assunto principal: a loucura. Decidi falar sobre a maior de todas elas, a maior de todas as mentiras, a mais bela verdade, a mais louca realidade, sim, é isso que vocês pensaram: o amor!

Ninguém conseguiu escrever sobre o amor na sua mais sublime forma, se bem que acho que não existe amor, mas se existe amor em mim ele é todo e completamente seu: um empréstimo! Nada é para sempre e “o pra sempre sempre acaba” Um dia resolverei não mais amar, se bem que não quero isso agora, deve-se o viver o momento, e o amor é como uma garrafa girando no jogo da verdade, às vezes você quer ser escolhido, outras vezes tem medo. Mas uma hora ou outra a garrafa vai apontar em sua direção e você terá que aceitar, querendo ou não.

Shakespeare e Camões tentaram definir o amor, eu sou apenas um louco com uma loucura quase normal, tentar equiparar-me há alguns dos meus escritores preferidos é uma loucura maior ainda, se bem que não importo, acho que não me importo com muita coisa... Com quase nada.

O amor dói, e aquelas malditas borboletas voando no estômago incomodam bastante, o coração acelerado, as mãos trêmulas, não sei se defini a fome ou tentei definir o amor, se bem que o amor é a fome de alguém, fome de beijos, abraços, amassos, carinho, entre outros pratos. É realmente uma sensação péssima, eu odeio sentir, embora às vezes goste, todo mundo é meio masoquista, todo mundo esconde na gaveta um amor que não deu certo.

Cansei de escrever por hora, quase mil palavras e ainda não consegui expressar UM dos meus pensamentos, talvez eu leve décadas pra conseguir expressar apenas metade desse sentimento louco, desse eu louco.

Devemos enlouquecer de forma saudável, devemos enlouquecer de forma humana, enlouquecer amando. Gostaria de enlouquecer junto a mim?

E se eu te desse alguns milhares de motivos pra sorrir, isso me deixaria mais próximo de ti?

E se só por hoje eu decidisse sussurrar que te amo no seu ouvido, você diria eu te amo em resposta?

E seu corresse até a sua casa, e te roubasse um beijo, você me abraçaria?

E se eu dissesse: Baby, o louco aqui está apaixonado, você sorriria comigo?

E se eu não falasse nada, não quisesse nada, você me convenceria do contrário?

5 comentários:

Unknown disse...

So Cute Wan Man. Auto-questionamento foda. *o*

Henrique disse...

'-' ficou foda wan

. disse...

:O!
Sério, amei de verdade!
Foda!
Acho que cada um de nós somos um pouco loucos. Eu pelo menos sou completamente hehe'

Wan disse...

Pessoas normais não monotonas \m/

Viva a loucura.

Anônimo disse...

Se a normalidade fosse boa, a loucura não seria tão sublime. Se a normalidade fosse boa, não seriam os loucos donos da virtude.
Wan, meu poeta louco <3
Perfeeito, na medida que a loucura lhe permite. Ou mais belo na mistura de dois eu's perdidos, e que deveriam se casar, para nos dar mais um pouco de loucuras assim. Rs.

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